Pense rápido!

Veja as diversas possibilidades que o professor tem para trabalhar, de forma lúdica e divertida, jogos que trabalham o raciocínio

Imagens: Itaci Batista | Adaptação web por Caroline Svitras

Segundo a mestre em cognição e linguagem, psicopedagoga e arteterapeuta Bianca Acampora, os jogos e brincadeiras auxiliam a criança no processo de pensar, imaginar, criar e se relacionar com os demais. Os jogos de raciocínio, especificamente, auxiliam no desenvolvimento da atenção, na concentração, na capacidade de resolução de problemas, de analisar e sintetizar, entre outras habilidades.

 

Para Bianca, os jogos devem ser utilizados diariamente, pois, na Educação Infantil, a criança aprende por meio do lúdico. “As aulas devem utilizar estratégias diversificadas, incluindo os jogos de raciocínio lógico nas aulas, como dominó, jogo da memória, sequência lógica, quebra-cabeça, jogos de encaixe, entre outros. O professor deve estimular seus alunos a pensar e a resolver problemas desde pequenos, pois isso estimula o pensamento autônomo”, explica ela.

 

Esses jogos sempre têm fácil acesso dos professores em sala de aula e, embora pareçam uma simples brincadeira, auxiliam, e muito, no processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança. Veja como:

 

 

Dominó

Consiste em um jogo de associação de peças. Existe, atualmente, uma gama de variedade de dominós no mercado, mas também podemos construir um jogo com os alunos. Trabalha a atenção, a associação de numerais, cores, palavras, formas etc.

 

Quebra-cabeças

Constitui-se em um jogo de encaixe de peças. Existem várias marcas e em vários tamanhos de partes, que podem ser de apenas seis ou quatro peças, até mil. Para crianças pequenas, o ideal são quebra-cabeças com seis peças, pois elas são maiores e mais fáceis de montar. Um quebra-cabeça de 100 peças, por exemplo, contém partes muito pequenas, sendo adequado para crianças maiores. Trabalha o todo e as partes, a capacidade de resolver problemas, análise e síntese.

 

Jogo da memória

É em um jogo de peças cujo o objetivo é formar pares por meio da atenção e da memória. Existem, atualmente, uma gama de variedade de jogos de memória no mercado e também podemos construir o jogo da memória com os alunos. Trabalha a atenção, a memória e a associação de diferentes conteúdos, como numerais, cores, palavras, formas etc.

 

Sequência lógica

Trata-se de em um jogo de ordenação de cenas; colocando-as na ordem em que aconteceu a história, situação ou contexto. Trabalha análise e síntese, ordenação e sequenciação.

 

Jogo dos Cinco

Usa-se para esse jogo cartas de baralho numeradas de 1=As a 4, sendo oito cartas de cada número. Ao todo, têm-se 32 cartas.
O jogo consiste em distribuir as cartas para dois, três ou quatro jogadores. Cada jogador mantém sua pilha virada para baixo, quando for sua vez de jogar, deverá abrir a carta superior e tentar completar um total de cinco com outra carta. Exemplo: um jogador descarta um nº 2 e o outro abre um nº 3, o último pode pegar o nº 2 com o nº3 e guardá-lo – fez um jogo. É vencedor o jogador que conseguir o maior número de cartas. Vale lembrar que o jogador só formará jogo quando a soma das cartas for igual a cinco.

Batalha

Organize os alunos em duplas ou quartetos, use cartas de baralho com a numeração até dez. O As tem valor um. Caso prefira, o próprio professor pode fazer essas cartas. Distribua as cartas entre os jogadores, de modo que fiquem numa pilha voltada para baixo. Cada jogador vira a carta superior de sua pilha e comparam os números, o que tiver o número maior fica com todas as cartas. O jogo prossegue até que as pilhas terminem, sendo vencedora a criança que conseguir mais cartas. No caso de duas cartas viradas para cima terem o mesmo número, junta-se todas as cartas em uma pilha e cada jogador vira uma segunda carta e compara-se, o dono da carta maior leva todas as cartas.

Brincadeira do 1, 2, 3, 4

Materiais:
4 plaquinhas (que podem ser feitas até em papel sulfite), cada uma com um número (1, 2, 3 e 4), aparelho para tocar CD e CDs de música.

Como fazer:

  • Delimite uma área ampla;
  • Em cada um dos lados dessa área, coloque uma plaquinha numerada;
    Explique para as crianças que enquanto a música “rola”, elas devem se movimentar livremente, dançando, correndo, pulando etc. Mas, assim que ela parar, após ouvir o comando de voz, todas devem correr para o lado do número que foi pedido. Embora não haja vencedor entre as crianças, com esse jogo, dá para observar se os pequenos já conseguem associar o número falado ao escrito.

 

Para desenvolver a atividade com crianças maiores: 

Acrescente mais números e participe da atividade. Varie os comandos de voz e corra em direção contrária aos números pedidos, para estimular a atenção das crianças.

 

Números e movimentos

  • Coloque as mesmas plaquinhas, mas agora do número 1 ao 10, no chão.
  • Peça para que uma criança escolha outra que esteja no grupo.
  • Uma deve ficar de frente para a outra.
  • Solicite que elas façam movimentos na quantidade correspondente ao número em que estão. Por exemplo, se estiverem em frente ao número dois, podem bater duas palmas, ou pular duas vezes etc. A professora pode explorar diversos movimentos nessa brincadeira.

A atividade trabalha a memorização, sequência lógica, contagem, oralidade, socialização, movimentos corporais, coordenação motora e o raciocínio.

*A atividade é uma sugestão da professora e psicomotricista Marina Terneiro.

 

Leões e leopardos

  • De início, estabeleça um local para o “pique” e onde as crianças não poderão ser pegas;
  • Em seguida, forme as duplas, nas quais, haverá um leão e um leopardo;
  • Explique que, ao ser dado o sinal, as duplas podem correr livremente até ouvir o comando que, se for leões, fará com que os leopardos fujam para o pique, enquanto os leões tentam pegá-los ou vice-versa.

Durante a atividade, quando uma criança pega a outra, a que foi pega sai da brincadeira. Desse modo, o que pegou, se junta a outra dupla, formando um trio, o que irá dificultar ainda mais o jogo para os demais.