Matemática na Educação Infantil

Por meio de um momento lúdico os alunos podem aprender o plano cartesiano, comparação de resultados, numeração e quantidade

 

 

De acordo com a professora de Educação Infantil no município de Piracaia, SP, Adriana Lucia Giusti Piola, existem muitas formas de trabalhar com a Matemática na Educação Infantil. Ela está presente na arte, na música, em histórias, na forma como se organiza o pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis, na hora de dividir porções de lanche etc. É aí que são construídos conhecimentos matemáticos como tamanho, distância, comprimento, cores e formas. “Uma criança aprende muito de matemática, sem que o adulto precise ensiná-la. Descobrem coisas iguais e diferentes, organizam, classificam e criam conjuntos, estabelecem relações, observam os tamanhos das coisas, brincam com as formas, ocupam um espaço e assim, vivem e descobrem a matemática.

 

Desde cedo as crianças devem ser acostumadas a ouvir uma linguagem matemática empregada em diferentes contextos para que possam fazer a sua própria construção de significado na interação com os colegas e adultos do seu meio. Para Adriana o professor de Educação Infantil deve dar à criança oportunidade para observar tudo que a rodeia, contando, comparando, medindo etc. “Dessa iniciação dependerá muito seu interesse pela Matemática no decorrer de sua vida. Devemos então, como educadores incentivar a criança, no seu universo povoado de sentidos, dos seres mágicos, de risos, de travessuras, de imagens, curiosidades e números que irão auxiliar a criança na exploração e compreensão do mundo da matemática”, diz ela. Por isso, veja algumas dicas de Adriana sobre como trabalhar com conceitos matemáticos de forma lúdica e divertida.

 

 

Foco na prática

De acordo com Adriana as crianças aprendem sobre medidas, medindo. A ação de medir inclui: a observação e comparação sensorial e perceptiva entre objetos; o reconhecimento da utilização de objetos intermediários, como fita métrica, balança, régua etc.; para quantificar a grandeza (comprimento, extensão, área). Inclui também efetuar a comparação entre dois ou mais objetos. “É importante ressaltar que as operações lógico-matemáticas são fundamentais para qualquer ciência e não exclusivamente para a matemática. Nas últimas décadas vem-se discutindo que para ensinar matemática à criança pequena, faz-se necessário a manipulação de objetos, a observação de fatores de repetição, a análise de situações cotidianas, com a consequente comparação e reflexão dos resultados”, explica.

 

 

Nesse sentido, a professora ressalta que a apropriação do conhecimento matemático se dá pela interação com o meio, com as pessoas, relacionando conceitos e fazendo uso de possibilidades às quais, se efetivam em situações diversas, como os questionamentos, as atividades desafiadoras que incentivam a verbalização, a representação gráfica e o registro.

 

“Há uma constatação de que as crianças, desde muito pequenas, constroem conhecimentos sobre qualquer área a partir do uso que faz deles em suas vivências, da reflexão e da comunicação de ideias e representações”.

 

 

Por que trabalhar com gráficos?

Adriana explica que o trabalho com gráficos na Educação Infantil ajuda as crianças a organizarem melhor as informações, bem como proporciona condições na aquisição de uma nova linguagem matemática. Permite ainda que a criança estabeleça relações comparativas, observando quantidade de diferentes prismas. Ela explica que os gráficos são grandes aliados na construção do raciocínio lógico matemático, e devem estar presentes desde a Educação Infantil. Devem ser construídos com o máximo de participação dos alunos de forma lúdica e criativa.

 

1ª Etapa

O processo foi iniciado com a simples contagem dos alunos. Em seguida a professora utilizou um pedaço de fita crepe para “marcar” cada aluno.

 

2ª Etapa

Estes alunos levaram aos pedaços de fita até a lousa. Os pedacinhos de fita eram numerados e contados oralmente, mas também comparando com o respectivo.

 

3ª Etapa

Os nomes dos alunos foram grafados em papel cartão, plastificado, que era afixado à lousa diariamente. Cada aluno reconhecia seu próprio nome e o levou para o gráfico já desenhado na lousa.

 

 

4ª Etapa

Os nomes foram afixados em ordem crescente de baixo para cima formando assim um gráfico de colunas: coluna dos meninos, coluna das meninas e coluna dos faltantes. Agora o gráfico era numerado, com o auxílio dos alunos (oralmente), contando e fazendo a correspondência gráfica.

 

5ª Etapa

Após a construção do gráfico os resultados eram avaliados em conjunto pela sala. Qual grupo tinha mais membros, qual grupo tinha menos, se havia empate, ou se algum grupo havia ganhado naquele dia. A somatória dos alunos presentes também foi trabalhada, contando, oralmente, em sequência, todos os alunos presentes.

 

Avaliação

A aprendizagem de noções matemáticas na Educação Infantil deve estar centrada na relação de dialogo entre o adulto e a criança, na resolução de problemas e nos diferentes caminhos que a criança utiliza para criar suas hipóteses e responder às perguntas. Todo o processo deve ser registrado e ao final a análise é fundamental para a compreensão do que foi aprendido e se o processo deverá ser retomado ou se já é possível passar para uma nova etapa.

 

Produto Final

Faça uma exposição de fotos da evolução do trabalho ao longo do semestre e socialize com outras salas.

 

 

Adaptação do texto “Chamadinha Matemática”

Fotos: Revista Guia Prático do Professor – Educação Infantil Ed. 158