Espécies sinantrópicas

São aquelas que vivem próximas às habitações humanas, mesmo quando não desejadas como companhia por ninguém

Espécies sinantrópicas

As espécies sinantrópicas, como todos os animais, dependem de água, alimento e abrigo para sobreviver. Como a água é facilmente encontrada em qualquer lugar, sem os devidos cuidados, acabamos por contribuir com alimentos e abrigo.

Mas, em troca, a única coisa que recebemos de ratos, pombos, baratas, mosquitos, moscas, pulgas, formigas, entre outros, além da sujeira que eles fazem em nossas residências, é a ameaça constate de doenças e a inutilizarão ou destruição dos alimentos, que armazenarmos para consumo próprio.

Contudo, a partir do momento que adquirimos conhecimentos básicos sobre a vida desses animais, também descobrimos que há maneiras de evitá-los, com medidas preventivas que devem ser tomadas no lar, na escola e no local de trabalho para, em seguida, serem repassadas a terceiros. No entanto, as palavras de ordem da prevenção sempre recaíram sobre a higiene total e controle ambiental.

Informações sobre algumas espécies sinantrópicas

Rato

Roedor noturno, que vive em média um ano e meio. Com três meses, já pode procriar, momento em que gera de 5 a 12 filhotes. Entre outras doenças, transmite leptospirose, peste bubônica, tifo murino e hantavirose. Para prevenir, é conveniente colocar telas sobre ralos, tampar rachaduras e frestas, evitar o acúmulo de entulhos, além de dispor o lixo apenas no momento da coleta etc.

Pombo

Ave que se alimenta de grãos. Vive de 3 a 5 anos nos centros urbanos (em ambiente silvestre chega aos 15). Com boas condições de abrigo, pode ter de 4 a 6 ninhadas por ano. A maioria das doenças transmitidas é oriunda de suas fezes secas que, quando contaminadas por fungos, ao serem aspiradas, comprometem o aparelho respiratório e podem afetar o sistema nervoso.

Nos alimentos, essas fezes prejudicam o aparelho digestivo. O contato com pombos e ninhos pode provocar dermatite de pele, então, antes de remover as fezes, tampe a boca e o nariz com uma máscara ou pano úmido. O mais importante é remover ninhos, fechar aberturas do telhado e, conscientizar todo mundo, que não se pode alimentar os pombos.

Baratas

São ativas, principalmente à noite, e gostam de ambientes quentes e úmidos. A francesinha (mais comum) vive em média nove meses, tempo suficiente para colocar de 30 a 50 ovos. Quanto à alimentação, consome desde amidos, açúcares e gorduras, passando por celulose, até excrementos de outros animais. O contato entre seu corpo – carregado de agentes patógenos – e os alimentos provoca, principalmente, gastrenterites.

Para prevenir, inspecione caixas de papelão, caixotes, a parte de trás dos armários, gavetas etc.; limpe os objetos guardados nesses lugares, além do forno, eletrodomésticos, coifas, a parte interna da pia; vede frestas, rachaduras e outros vãos que possam lhe oferecer abrigo; tampe, com tela, ralos e encanamentos, para impedir a entrada de insetos.

Animais que podem se tornar sinantrópicos

A maioria adquire a condição de sinantrópicos, quando o ambiente natural em que vivem é destruído. Sem alternativa, eles se veem obrigados a procurar telhados e casas com cantos escuros para se abrigar. No caso dos morcegos – grandes polinizados naturais –, por exemplo, o risco se agrava, porque como mamíferos, eles ainda podem se tornar transmissores do vírus da raiva.

O mesmo acontece com as serpentes, aranhas, escorpiões, carrapatos, taturanas, abelhas, vespas e até gambás. Porém, quando quintais são roçados ou se derrubam matas para grandes construções, somos nós que estamos nos aproximando das “casas” deles.

Como trabalhar o tema na aula

  • Proponha pesquisas sobre outros animais sinantrópicos, que possam viver entorno da escola e na casa de cada aluno.
  • Promova uma discussão para que cada um opine sobre as formas de prevenir as doenças que podem ser transmitidas por eles.
  • Sugira a criação de cartazes para que os demais alunos fiquem por dentro das informações coletadas.
  • Por fim, proponha um multirão de limpeza na própria escola, com o objetivo de tentar eliminar os animais sinantrópicos que possam estar vivendo no local. Se quiser, convide a comunidade para participar.

Adaptado de Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 146

Da Redação | Foto Wikimedia Commons | Adaptação web Isis Fonseca