Crianças violentas: aprenda a reduzir o stress entre os pequenos

Estimule o respeito à diversidade e prepare os alunos para o bem viver em sociedade

Da Redação | Foto: Carlos Rincon | Adaptação web Caroline Svitras

De acordo com Denise Tinoco, pedagoga especialista em Educação Infantil e em Psicopedagogia, assim como os adultos, as crianças podem ser cruéis! Comportamentos trazidos de casa, valores familiares fundamentalistas ou aprendidos no ambiente escolar, traços de personalidade (ainda em formação), imitação de ações adultas podem agravar a convivência e fazer com que atitudes cruéis apareçam no convívio entre os pequenos.

 

Ela destaca algumas atitudes que podem demonstrar crueldade: xingamentos, deboche, apelidos e exclusão das atividades. E pasmem, muitas vezes essas ações são incentivadas pelos adultos, quando acham graça, participam da crueldade ou não fazem a intervenção necessária, de imediato. “No entanto, precisamos entender que debates calorosos, disputa por brinquedos, mordidas, empurrões, ocorrem, sem que tal prática possa configurar crueldade. Por vezes, temos ali uma necessidade de comunicação incompleta que precisa ser abordada de forma educativa e lúdica!”, ressalta Denise.

 

Para a especialista a violência no espaço escolar tornou-se quesito de segurança institucional e além da proposta pedagógica, preço justo, materiais escolares, espaço físico e a didática dos professores tornou-se essencial saber sobre o ambiente educativo – e como as crianças são tratadas nesse cotidiano da escola. Assim, tratou-se de inserir câmaras, auxiliares de pátio, inspetores de banheiro, ações que visam dar mais segurança aos pequenos e conforto aos pais.

 

Como não dar chance para o bullying se manifestar na sala de aula

 

Mas apesar disso, Denise comenta que estas ações não devem substituir o diálogo, ampliação da visão de mundo, a presença nas reuniões da escola e a participação ativa da família na vida escolar dos filhos. E quando todas as técnicas didáticas e institucionais falharem, a ajuda de profissionais que possam entender e mediar o conflito deve ser planejada. Assim, assistentes sociais, psicólogos, médicos e outros profissionais poderão ser chamados pela família e/ou escola, sempre que a situação fugir ao controle.

 

“Toda prática abusiva, mesmo que sem caráter de crueldade deve ser mediada”, responde Denise. Ela explica que a intervenção pedagógica deve ser sistemática contando com ações constantes, técnicas, firmes, lúdicas e afetuosas. Porém, deixar os agressores sem merenda, sem amigos, sem parquinho, adotar práticas de humilhação, só agravarão a situação. Como também, deixar os agredidos sem conversa, sem apoio ou incentivo pode ser considerado negligência profissional. Assim, ela indica contação de histórias, exploração de músicas, de exercícios psicomotores, execução de atividades que exijam troca de papéis, troca de brinquedos, pequenas dramatizações, pequenos jogos em grupo como forma de contribuir para uma prática inclusiva.

 

Porém, é preciso que o professor participe de formações continuadas, amplie sua forma de ver e estar no mundo, pois ele será sempre o maior espelho nas atitudes das crianças e mediador de boas práticas.

 

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Adaptado do texto “É muito bom ser diferente!”