Cada nome tem uma história

Facilite o conhecimento das letras do alfabeto partindo de algo significativo para os pequenos: seus nomes

Da Redação | Foto: Itaci Batista | Adaptação web Caroline Svitras

Se há uma palavra que os pequenos ouvem desde o nascimento é o seu próprio nome. Segundo a professora Kelliane Roque Martins de Carvalho, do nível V da Educação Infantil da Escola Municipal Aluízio Alves, localizada em Goianinha, Rio Grande do Norte, o trabalho com o nome próprio é um dos recursos mais ricos e favoráveis aos primeiros contatos com a escrita formal. Isso porque ele tem, por si só, significação para a criança. É o nome que se refere exclusivamente a ela, o que elimina a ambiguidade na interpretação, além de ser um modelo estável de escrita.

 

“O nome próprio representa e identifica a criança em um contexto e fora dele. Ela se sente ‘dona’ daqueles símbolos gráficos e, com certeza, interessa-se em aprendê-los. Com a apropriação do nome, ela terá informações sobre a forma da escrita das letras, do valor sonoro convencional de cada uma, além de precisar pensar em quantidade de letras necessárias para a escrita do nome, posição e ordem das letras”, explica.

 

Foi com base nesse pressuposto que Kelliane desenvolveu o projeto “Cada nome uma história”, a fim de proporcionar às crianças o contato com a escrita de algo expressivo para elas, o nome próprio, tornando o aprendizado do código alfabético significativo, além de proporcionar reflexão acerca da escrita.

 

Primeiro momento

Converse com as crianças a respeito do que irão estudar, enfatizando a importância do nome. Logo após, peça para que cada um faça uma pesquisa, em casa, da história do seu nome para expor na classe. Segundo a professora Kelliane, nesse momento, é muito gratificante ver como as crianças ficam entusiasmadas para contar a história do seu nome.

 

Segundo momento

Trabalhe a música A Canoa Virou de forma a enfatizar o nome de cada criança, assim, na brincadeira, a turma pode identificar o nome de cada uma. Também utilize crachás com os nomes das crianças, com cada uma no centro da roda, e, cada vez que a música é cantada, mostre um crachá, para que os pequenos possam identificar o nome a ser mencionado ao cantar a canção. Nesse momento, as crianças têm o primeiro contato com o nome de todos da turma e, durante um período, é interessante a música ficar exposta na sala e, a cada dia, o nome de um aluno pode ser exposto na canção. Durante esse processo, o professor pode explorar as letras daquele nome, quem mais tem o nome iniciado com aquela letra, de quantas letras o nome era composto, entre outras situações.

Terceiro momento

Em outro momento, faça a brincadeira “A casinha do meu nome” que consiste em desenhar casinhas no chão da sala contendo uma letra escrita em cada casa. Assim, ao som de uma música, as crianças dançam, quando a música para, cada criança procura entrar na casa a qual a letra inicial de seu nome está escrita.
Depois, é comparada a quantidade de crianças que tem o nome iniciado com a mesma letra. Em seguida, os alunos colam seus nomes nas cawsinhas feitas de dobradura, deixando, assim, os nomes expostos na sala para posteriores consultas.

 

Quarto momento – Bingo dos nomes

Devido à boa aprendizagem dos alunos, faça um bingo dos nomes e, para essa atividade, cada criança deve escolher quatro nomes de colegas e escrever em uma cartela. Depois de preencher a cartela, dite alguns nomes. Caso uma delas tenha o nome sorteado, deve marcar o escolhido. Ao final, cada criança faz a leitura dos nomes que escreveu para os demais colegas ouvirem.

 

De acordo com a professora, ao realizar essa atividade, ela percebeu que as crianças já estavam passando a conhecer o nome de alguns colegas e que faziam consultas para escrever, pois eles sabiam o nome de quem estavam escrevendo e expressaram isso à medida que consultavam os nomes expostos na sala e ao fazerem a leitura do que escreveram.

 

Quinto momento

Trabalhe a música Nome da Gente, que enfatizava nome de pessoas com cada uma das letras do alfabeto, e uma rima para cada nome. A letra pode ficar exposta como cartaz na sala, para que as crianças possam ter contato com ela e, a partir dela, trabalhar diferentes nomes e rimas.

 

Quando familiarizados com a canção, os alunos podem identificar e marcar os nomes e o que rima com os deles. Depois, desafie-os a pensar em palavras que rimem com seu próprio nome para expor na sala.

Revista Guia Prático do Professor – Educação Infantil Ed. 119