Aprendendo com Tangolomango

Ensino aos alunos uma canção divertida e prática que incentiva a leitura e fortalece laços afetivos

Da Redação | Foto Carlos Ricon | Adaptação web Isis Fonseca

tangolomango

Todos nós sabemos da importância da leitura e já faz parte do senso comum ligá-la ao aprendizado e à erudição. Mas, quando se trata de ler para o outro, muitos ainda não atentam para a importância de compartilhar histórias e para a relevância desses momentos.

“Contamos histórias com fins recreativos, pedagógicos, para falar do nosso cotidiano, para relatar emoções. Contamos histórias para criar laços afetivos. Elas estão em nossas vidas e não partirão”, comenta Márcia Lisboa, autora dos livros Para contar histórias – Teoria e prática, O livro mágico, Jogos para uma aprendizagem significativa.

Ela explica que na Educação Infantil, ao nos reunirmos em rodinhas e olharmos nossos alunos, vários aspectos estarão presentes, mas destaca três deles: o fortalecimento dos laços literários/afetivos, a ampliação do universo cultural dos alunos e a munição subjetiva que elas fornecem para o enfrentamento dos difíceis caminhos que levam à maturidade.

“Elas ajudam nossas crianças a compreender conflitos, a ter esperança de um final feliz e a buscar a sua relativa independência. As aventuras, os fracassos e a grande vitória das personagens não são tão diferentes da vida”, ressalta Márcia.

Objetivos da atividade

  • Estimular a oralidade;
  • Fortalecer laços afetivos;
  • Ampliar o universo cultural;
  • Enfrentar os caminhos para a maturidade.

Faixa etária: a partir de 4 anos.

Tangolomango das irmãs

A proposta é trabalhar o coletivo na contação de histórias, envolvendo corpo, canto, manipulação de bonecos e interpretação com a narrativa criada por Márcia Lisboa, com uma canção de domínio público adaptada pela autora. 

Era uma vez uma casa amarela no alto
de um morro verde. Nessa casa, morava
uma velha, que tinha nove filhas. Todas as
mulheres da família adoravam fazer
biscoito. Certo dia, em uma tarde de maio,
a velha morreu, deu um tal de
tangolomango nela e, assim, as nove filhas
foram levando a vida… e eis o que ocorreu.

Eram nove irmãs numa casa,
Uma foi fazer biscoito.
Deu tangolomango nela
E, das nove, ficaram oito.
Dessas oito irmãs que ficaram,
Uma foi amolar canivete.
Deu tangolomango nela
E, das oito, ficaram sete.
Dessas sete irmãs que ficaram,
Uma foi estudar inglês.
Deu tangolomango nela
E, das sete, ficaram seis.
Dessas seis irmãs que ficaram,
Uma foi comprar um cinto.
Deu tangolomango nela
E, das seis, ficaram cinco.
Dessas cinco irmãs que ficaram,
Uma foi fazer teatro.

Deu tangolomango nela
E, das cinco, ficaram quatro. Dessas
quatro irmãs que ficaram,
Uma casou com um português.
Deu tangolomango nela
E, das quatro, ficaram três.
Dessas três irmãs que ficaram,
Uma foi andar nas ruas.
Deu tangolomango nela
E, das três, ficaram duas.
Dessas duas irmãs que ficaram,
Uma foi fazer coisa alguma.
Deu tangolomango nela
E, das duas, ficou só uma.
Era uma irmã numa casa
E ela foi fazer feijão.
Deu tangolomango nela
E acabou a geração.

Confira a atividade completa na Revista Educação Infantil Ed. 168!