Alfabetização de crianças

Não há palavra que se forme sem essas cinco letrinhas. Veja como as crianças podem aprender sobre elas de forma divertida

Da Redação | Fotos Carlos Ricon | Adaptação web Isis Fonseca

Alfabetização

Segundo Liliane Martins, pedagoga especialista em alfabetização, ensinar as letras, os sons e suas relações grafema/fonema só fará sentido se interagir e der conta da realidade.

“O ensino do alfabeto e das vogais precisa fazer parte do desafio de novas descobertas para as crianças que costumam desenvolver-se de forma acelerada, assim como sua oralidade, motricidade e perceptividade do mundo e das coisas, embora cada uma faça isso em tempo e ritmos diferentes”, comenta.

Ela explica que o ensino das vogais, assim como do alfabeto, pode se dar de forma simultânea e paralela na dinamicidade que caracteriza o próprio desenvolvimento infantil.

“Ao ensinar as vogais, devemos inserir as crianças em um ambiente de percepção mais amplo, propiciando uma aprendizagem bem-feita, e só é bem-feita quando é formativa, no sentido de reestruturar ideias e expectativas, desenvolvendo na integralidade o que não pode somente ser oferecido em partes. Trata-se de reformular horizontes, descortinar caminhos da decodificação para leitura de palavras e do mundo”, ressalta.

Arquivo das vogais para alfabetização

Confeccione um pequeno arquivo organizado em ordem pelas vogais, contendo figuras diversas de animais, objetos e nome das crianças da turma que comecem com as vogais.

Língua escrita e o mundo

De acordo com Liliane, mediar o processo de descoberta e sistematizar o ensino da língua escrita requer efetivação, na prática de uma concepção que tenha por intenção a melhoria da ação educativa, encarando e aceitando os desafios que dela recebemos ou a ela impomos.

“Sabemos que o mundo fora da escola é bem maior e mais decisivo. Não preparamos a criança para estar no mundo, ela já ocupa esse lugar e assim cria sua história de possibilidades e transformações. A sistematização do ensino na educação infantil é referência localizada, enquanto sua aprendizagem no mundo é abrangência lúdica e interativa”, diz.

Dessa forma, o ensino deve permear os anos iniciais, como um campo riquíssimo de possibilidades por meio dos jogos, das brincadeiras, da oralidade, do simbolismo e da imaginação. Ou seja, o ensino-aprendizagem na educação infantil precisa de uma relação interpessoal dinâmica e reconstrutiva da realidade. Cultivando diferentes possibilidades como segurança e explosão de pensamentos, experiências e comportamentos.

“A observação, a reflexão e a ação devem ser elementos norteadores na hora do planejamento e da escolha das atividades significativas para cada turma. Desde que o indivíduo nasce, a interação e a ludicidade possibilitam a sua movimentação, compreensão e independência, reconhecendo e inferindo significado ao mundo”, explica.

Nesse sentido, Liliane enfatiza que, por meio da brincadeira ou do jogo, a criança interage socialmente, alcança níveis de letramento, aguça a curiosidade e desenvolve a criatividade. E no ensino das vogais, essas premissas devem fazer parte. “O cenário de uma sala de aula de educação infantil deve ser rico na oferta de um ambiente pedagógico dotado de ludicidade e plasticidade do universo infantil.

É essencial a existência de materiais concretos, de letras móveis. Sua própria simplicidade, acessibilidade e significação rotineira permite que as crianças utilizem em muitas situações diferentes, manuseando-as com interesse e intimidade. As crianças se envolvem nos jogos e nos momentos lúdicos pelo prazer de participar, sem ter medo de errar e até mesmo sem desejar recompensas”.

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